25 de junho de 2018



VOCÊ CONHECE A ANTENA DO CAMPO FREUDIANO?
 (ACF Portugal)





Pequeno histórico

A Antena do Campo Freudiano é uma Associação de psicanálise fundada em 1987 por José Martinho, após o seu regresso a Portugal ao fim de vinte anos de estadia em Paris, cidade onde fez o essencial da sua formação académica e psicanalítica, e onde ensinou em várias universidades, nomeadamente no Departamento de Psicanálise de Paris VIII.

O nome “Antenne du Champ Freudien” foi sugerido em 1986 por Jacques-Alain Miller, pensando certamente nas “Antenas” que se criavam então em França e outros países europeus como a Itália. Esta designação não soava muito bem em português, mas a coisa foi finalmente interpretada como uma espécie de Radio Lacan avant la lettre. A “Antena” portuguesa começou então a receber, processar e difundir no país as informações provenientes da transferência de trabalho dos membros da Fundação do “Campo Freudiano” espalhados pelo mundo. Mas sobretudo a cuidar da formação do psicanalista de orientação lacaniana e da transmissão do saber proveniente da sua experiência, de modo a poder expô-lo ao controlo das instâncias existentes.



Nos primeiros anos muitos colegas – Anne Lysy, Guy Briole, Jo Attié, Jorge Forbes, Laure Naveau Marie-Hélène Blancard, Iasmine Grasser, Marcus André Vieira, Pierre-Gilles Guégen, Pierre Naveau, entre outros, vieram a Lisboa para ajudar nesta tarefa. Ao mesmo tempo a ACF começou a organizar Seminários, Carteis e Jornadas de Estudo, a traduzir Lacan, a penetrar na universidade portuguesa, a editar livros e revistas, a participar em emissões de rádio e de televisão, etc.

Apesar de todo este esforço, verificou-se que, regra geral, os portugueses continuavam a resistir à psicanálise e a querer desconhecer Lacan. No seu Centro de Estudos de Psicanálise, e com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a ACF fez então uma pesquiza qualitativa e quantitativa para tentar esclarecer melhor a representação social da psicanálise em Portugal. Apesar desta investigação ter despertado o interesse de Judith Miller e de alguns colegas, em especial de Daniel Roy, que veio então a Lisboa, o resultado foi pouco concludente.

Deve ser dito que a ACF faz parte da Associação Mundial de Psicanálise (AMP) desde a sua criação, por Jacques-Alain Miller, em Fevereiro de 1992. Em 1994, tornou-se, através de um Acto Notarial, uma Associação Científica, Técnica e Profissional, sem fins lucrativos e com personalidade jurídica. Desde 2003 que é um dos Grupos afiliados da Nova Escola Lacaniana da AMP. Pertence igualmente, desde 2008, à Federação Europeia das Escolas de Psicanálise (FEEP).

Marcou também presença em inúmeros Encontros e Congressos internacionais ao longo dos anos, de Paris a Buenos-Aires, de Ghent a Tel-Avive, de Málaga a São Paulo.


O momento actual

No passado mês de abril, com a eleição pela primeira vez de uma brasileira para a presidência da Associação Mundial de Psicanálise, Angelina Harari, e depois de algumas conversas com Marcelo Veras e outros colegas, a ACF entendeu estreitar ainda mais os laços com a EBP/AMP.
 
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Nesta recente aliança foi decidido, entre outras coisas, criar uma nova revista de psicanálise de orientação lacaniana, que passará a ser o órgão oficial da ACF Portugal, a que se deu o nome “Desassossegos”, plural inspirado do “Livro do Desassossego”, de Bernardo Soares.

O nº 1 da revista – consagrado ao tema “A língua portuguesa, Pessoa e a Psicanálise”, será lançado em outubro 2018, mês em que Marcelo Veras virá a Lisboa animar um Seminário sobre “as psicoses” e apresentar o seu novo livro “Selfie, logo existo”.

Em breve enviaremos outras informações para o Blog AMP e apresentaremos um pequeno resumo dos nossos mais recentes trabalhos.

Finalmente convidamos os colegas que visitarem, emigrarem ou até se refugiarem em Portugal que nos contactem, já que trabalhadores decididos a desfrechar o campo freudiano lavrado por Lacan deverão aumentar nestas terras lusitanas.









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