9 de agosto de 2016

#followme boletim nº 05. XXI Encontro Brasileiro do Campo Freudiano. Adolescência a idade do desejo

http://www.encontrobrasileiro2016.org/so/fLOVAKbg?cid=369ed144-b900-4675-8a77-f70f8abbe2b0#/main
 
 
No final dos anos 50, Paris torna-se cenário do filme “ Os incompreendidos”, de François Truffaut. Uma película que traz com os golpes de olhar do personagem principal, a chance da espectadora questionar: o que um encontro, que presentifica o não dito, permite escrever?

Numa cena, inesperadamente Antoine depara-se com sua mãe beijando um homem, que não era seu pai. Este encontro levou-me a refletir sobre a incidência do mal entendido entre os sexos e sua repercussão para um jovem. Assim, uma experiência subjetiva do olhar, traz para o falasser aquilo que não se escreve. A relação sexual não se escreve, mas há algo de um registro que advém desta contingência. Antoine mata simbolicamente sua mãe e na carta deixada aos pais, aponta que vai provar poder ser um homem.

Assim, se por um lado não se escreve que cada um goza ao seu modo, a relação entre a articulação simbólica e o desejo de independência, destaca o que de um encontro pode vir a se escrever.

No entanto, enquanto Antoine busca ser homem... para uma mulher, envereda-se em errâncias retratadas pelas fugas, mentiras, furtos. Mas pela primeira vez ele experimenta o contato com o litoral.     Eis a surpresa de um jovem voyer, na fronteira entre a liberdade e o aprisionamento, experimentando o que advém da não relação sexual.


Marcia Stival Onyszkiewicz (EBP/AMP)



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Videografia
“Abordar a adolescência a partir do desejo é uma boa escolha porque abre a possibilidade de situar que a psicanálise abre as vias do desejo a um ser falante porque lhe permite surgir como sujeito da palavra e não ser um puro objeto da língua”... “falar é estar em falta e estar em falta é desejar”.

Ana Ruth Najles (AME – EOL/AMP)



- foto1:As melhores coisas do mundo (2010) de Lais Brodansky 
- foto 2: Que horas ela volta? (2015) – Anna Muylaert
- foto 4 - À deriva (2009) de Heitor Dhalia

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