17 de agosto de 2017

“Hay que repensar todas las políticas transformadoras desde lógicas diferentes a las capitalistas”, entrevista a Jorge Alemán en Alfilo, por Daniel Saur


En términos políticos, ¿cómo caracterizarías el presente del capitalismo?

Se ha generado un nuevo orden, un nuevo mundo, una nueva forma de concebir el mundo, una nueva racionalidad que lo estructura y eso no se agota en una formación política o una coyuntura. Si se quiere pensar lo político hasta las últimas consecuencias, el escenario se ha vuelto sumamente complejo, ya es todo un asunto saber plantear el problema de modo pertinente. Vivimos en un tiempo donde la palabra revolución quedó excluida de la gramática política, la revolución implicaba un corte con respecto al capitalismo, había un sujeto histórico destinado a realizar ese corte y había una ley histórica que iba a efectuar el corte. Yo pertenecí a una generación donde la historia misma se iba a encargar de terminar con el capitalismo, la historia misma sabía a donde iba, sabía cumplir con su objetivo; algunos podían obstaculizarla, demorarla… Pero eso ha quedado absolutamente ineficaz desde todo punto de vista, simbólico, ideológico, político. No hay un después del capitalismo, no hay nada que se pueda nombrar como exterior al capitalismo, no hay nada que se pueda identificar que no esté capturado en su lógica; por lo tanto, hay que repensar todas las políticas transformadoras desde lógicas diferentes.

Tienes una producción muy interesante para pensar al neoliberalismo como torsión del capitalismo, ¿por qué es tan efectivo el neoliberalismo frente a otras formas de pensamiento vinculadas a horizontes libertarios o emancipadores?

El proyecto neoliberal puede hacer parecer antigua a cualquier otra cosa, el sueño neoliberal es dormir en el grado cero de la política, que no te interrumpa nada, que no te perturbe nada, ni te interpele nada que tenga que ver con las herencias, los legados, pertenecer a una causa, todo eso se presenta antiguo para el neoliberalismo. Se pretende vivir en un presente absoluto y maximizar tu vida como capital humano, entregarte a una lógica de rendimiento, donde tu propia vida es vista como capital humano. Frente a eso, donde hay que ser emprendedor de si mismo, lo nacional y popular es una antigualla. Por otro lado, el neoliberalismo es lo suficientemente complejo para sostener que se remite a lo privado, es falso, ya se apropió del Estado, es una política de Estado. Es falso que solo quiere beneficiar lo privado, tiene regímenes con protocolos y competencias en los lugares públicos, es un proyecto muy ambicioso. Frente a eso, anteponer de manera dogmático lo nacional y popular es un poco apresurado... Siga leyendo.

15 de agosto de 2017

Lacan Cotidiano. Sobre o populismo, por Cristiane Alberti


                                                              
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EDITORIAL
Christiane Alberti
«Só existe isso: o laço social»

A Escola da Causa Freudiana envolveu-se decididamente em um combate que visou fazer barreira à eleição de Marine Le Pen, por ocasião da recente eleição presidencial. Tratava-se, para os psicanalistas, de intervir no debate público para evocar as raízes históricas da Frente Nacional e seus vínculos atuais com o fascismo e os neonazistas.

 Sem entrar na discussão dos programas e da política partidária, foi um ponto de vista ético que nos levou a extrair consequências, particularmente sobre a abstenção e o voto em branco. Foi, digamos, um princípio de realismo superior que nos guiou em cada etapa desta campanha. Ele consiste em se vincular às condições concretas, práticas de realização da coisa esperada, não obstante todos os obstáculos que se apresentaram [cf. a moral objetiva em Hegel (1)].

 Nossa responsabilidade estava envolvida, uma vez que se tratava não apenas de aderir à opinião esclarecida, mas também, em parte, de trabalhar para constituí-la. E foi exatamente a partir de nossa condição de psicanalistas, que nos leva a enfrentar o recalque, que tomamos posição publicamente: enfrentar a inclinação natural atual que repousa sobre o esquecimento do passado mais sombrio. 

O populismo
A questão do populismo foi central. Nós havíamos nos deparado com o perigo que ele representa sob suas diferentes formas, e mensurado a que ponto ele havia penetrado nos espíritos: fosse a tendência oriunda da corrente propriamente anti luzes, ou ainda aquela do protesto romântico tão caro à França.

 Em seu trabalho sobre a ameaça populista, Jan-Werner Müller (2) nos propõe voltar a seu próprio fundamento: o confisco ilegítimo do povo, mais essencial do que a crítica das elites. Seus líderes afirmam sempre serem os únicos representantes do «verdadeiro povo» («das gentes verdadeiras»), ou da maioria silenciosa. Este povo está de fato desrealizado e humilhado. O populismo pratica a humilhação permanente de um povo a ser salvo. É o resto, como aquilo que Lacan designava o que foi o desastre moral dos anos sombrios: «A humilhação de nosso tempo pelos inimigos do gênero humano (3)».

 Sobretudo: o monopólio moral que os populistas reivindicam engendra uma dupla exclusão, perigosa para a democracia. Primeiramente, todos os outros partidos são ilegítimos e corrompidos. Em segundo lugar, é da própria natureza do populismo praticar a exclusão de uma parte do povo, definitivamente sempre suspeita de não pertencer à humanidade.

 Dito de outra maneira, a guerra civil (o maior de todos os males, segundo Pascal) está no horizonte de todo populismo que exacerba a pulsão de morte sob as categorias da pulsão segregativa. 

O Estado de Direito
É esta perspectiva que especialmente nos conduziu a opor ao populismo a referência ao Estado de Direito. É do direito que o povo extrai sua definição, e sua norma reside na forma da lei. O Estado não é, aqui, assimilável à potência (à força, à violência), mas ao direito e à lei – obras humanas incessantemente em movimento, compensação à vox populi –, se quisermos considerar como Blandine Kriegel (4), para quem o Estado moderno não procede do império romano germânico, mas da renovação republicana dos reinados da Renascença. Ele é uma criação permanente que não pertence a ninguém, mas a todos, uma instituição que não existe além, mas por e para os indivíduos

 Em todo caso, é útil se interrogar sobre o Estado de Direito hoje, em um momento em que se vê ressurgirem as recolocações em causa da teoria da representação e do parlamentarismo, bem como dos projetos pouco confiáveis dos regimes constitucionais alternativos. De resto, esta crítica é antiga e sempre acompanhou a teoria do Estado moderno. 

O laço entre os que falam
Não se tratava somente de defender o Estado de Direito porque ele condiciona a prática da psicanálise. Esta referência ao político, ao discurso do mestre que se instaura da emergência do Estado, é de um outro âmbito. Ela parte também do discurso analítico, caso queiramos fazer da psicanálise o campo de um exercício mais amplo do que aquele do tratamento. Eu gostaria de dizer em quê.

 É a partir da experiência da análise que se pode apostar nos recursos do discurso, que não é nada mais do que «o laço entre os que falam». A política é, no fundo, o laço social. E é nossa arma frente à pulsão de morte: «Afinal de contas, só existe isso, o laço social» (5), sublinha Lacan, ou seja, o que faz os corpos manterem-se juntos, enquanto, ao contrário, seu gozo gera a segregação.

 Esta consideração do laço social se faz a partir do discurso analítico, ou seja, às avessas do político, às avessas de um exercício de dominação. A experiência de uma análise leva a se distanciar das identificações de massa (sempre segregativas) para se considerar, antes, as múltiplas escolhas do desejo ou do gozo. Sempre de-segregativa, ela leva a apostar que o coletivo pode conquistar um lugar nesta pluralidade: o Um da inclusão do múltiplo, e não o Um da exclusão do múltiplo. Neste sentido, a psicanálise quer o político.

 E é precisamente porque, no tratamento, acaba-se por encontrar o ponto em que o Outro não existe, o ponto em que os recursos do simbólico empalidecem, que, uma vez atingido este ponto, tem-se um retorno ao laço social dentro da relação com o Outro, que se efetua no sentido em que se coloca a responsabilidade do Outro a ser inventado. Salvo se for para ser resolvido pelo mais estéril cinismo. Uma análise não faz ir do pai (père) ao pior (pire), a essa espécie de niilismo presente no populismo.


Isso dá aos psicanalistas uma responsabilidade nova em um contexto de diluição do laço social, de todas as bases fundadoras do coletivo. O que é «imbecil» no populismo são precisamente os significantes-mestres que não fazem laço, as injunções, cortes do saber. E o vislumbre do saber é crucial em um contexto em que nossos políticos se deixam facilmente fascinar pelo S1, especialmente o da avaliação e o do cientificismo.

 É em uma prática política a ser inventada passo a passo que a psicanálise torna-se apta a contribuir de maneira útil para o exercício de um discurso do mestre que seria «um pouco menos idiota(6)», como Lacan parece denominar, de própria voz, em sua Conferência em Milão, 1972. Dar todo o seu alcance a este aforisma de Lacan, fazer dele uma perspectiva é, portanto, algo a ser seriamente considerado. 

Este texto foi pronunciado no domingo, 2 de julho, por ocasião do Fórum organizado no âmbito do 4o Congresso Europeu de Psicanálise, PIPOL 8. O Fórum tinha como título:La montée du populisme en Europe: quelle réponse des politiques, des intellectuels et des psychanalystes?/A ascensão do populismo na Europa: qual a resposta dos políticos, dos intelectuais e dos psicanalistas?

1: «O Estado é a realidade em ato da ideia moral objetiva» (Hegel, Princípios da Filosofia do Direito, 1821).
2: Müller J.-W., Qu'est-ce-que le populisme? Définir enfin la menace, Premier Parallèle, 2016.
3: Lacan, J, Écrits, Paris, Seuil, 1966, p. 150.
4: Cf. Kriegel B., État de droit ou Empire ?, Bayard, 2002.
5: Lacan J., Le Séminaire Livre XX, Encore, Paris, Seuil, 1975, p. 51.
6: Lacan J., «Du discours psychanalytique», Lacan in Italia, En Italie Lacan, 1953-1978, La Salamandra, 1978, p. 47.


Tradução: Adriano Messias
Revisão: Maria do Carmo Dias Batista




13 de agosto de 2017

O SEMANÁRIO da Escola Brasileira de Psicanalise - Minas Gerais


14 de agosto de 2017 | A Escola e o Mundos | Aberta ao Público - Entrada Franca

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17 de agosto
O VIVO, PEDAÇO DE REAL ENCONTRADO NA EXPERIÊNCIA ANALÍTICA, SOB TRANSFERÊNCIA.
1º TESTEMUNHO — A voz Opaca Convidada: María Cristina Giraldo (AE/NEL/AMP)
Com Ana Lydia Santiago




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18 de agosto
Seminário: A SEXUALIDADE NA CONTEMPORANEIDADE
Com Margareth Ferraz


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18 de Agosto, 
em São Paulo. 
Faça sua Inscrição!
Fórum: Estado de Direito e Corrupção. O real da psicanálise é a nossa moeda.



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19 de Agosto
Seminário Clínico: Há-Um (Yad'lUn)
Com Márcia Rosa


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"Que antes renuncie a isso, portanto, quem não alcançar em seu horizonte a subjetividade de sua época."
(J. LACAN)
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Semanário da Escola Brasileira de Psicanálise - Seção Minas
Editora Responsável: Fernanda Otoni-Brisset
Editores: Rachel Botrel, Sérgio de Castro, Sérgio de Mattos
Redação e Publicação: Fernanda Costa e Miguel Antunes
Assistentes: Júlia de Sena Machado e Francisco Matheus de Barros
Designer: Bruno Senna 
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11 de agosto de 2017

EBP - Delegação Maranhão: Boletim O Lacaniano n.103


Publicação Eletrônica da Escola Brasileira de Psicanálise - Delegação Maranhão


Editorial

A Delegação Geral Maranhão renova os votos de trabalho decidido pela causa analítica, apresentando para vocês as atividades que foram programadas para este mês de agosto. "Na verdade, sabemos o quão pouco sabemos – com o saber cresce a dúvida", nos diz Goethe.  É a partir do não saber posto que o inconsciente é um saber não sabido, que nos lançamos a essa aventura que é adentrar no mundo da Psicanálise, o que nos coloca na condição de nada termos estudado 'plenamente'. É com esse savoir y faire que nos foi e é passado pela EBP, através de seus membros efetivos que estão sempre se fazendo presentes na Delegação Maranhão nesses 20 anos de sua existência no Maranhão. Aliás, desde 1989 com a Iniciativa-Escola, várias pessoas já se deslocavam para cá para plantar as sementes que deram tantos frutos.

Está acontecendo na DG/MA o curso de "Transmissão e Ensino de Freud à Lacan", que se realiza todos os sábados no COC. Contamos com professores responsáveis e competentes que já vão nos apresentar nesse "Percurso de Freud", a finalização do quarto módulo e início do quinto. Convém lembrar que o estudo de Freud que fazemos na EBP não se dá sem a releitura de Lacan sobre a obra freudiana, o que é a marca registrada Psicanálise de Orientação Lacaniana.
 
Contamos com sua presença em nossa próxima jornada, que se realizará em outubro com o tema "Casos Raros em Psicoses", com a vinda de Henri Kaufmanner, psicanalista e membro da EBP/AMP – vinculado à Seção Minas e atual diretor de Biblioteca da EBP. Agradecemos a todos que enviarão os trabalhos para a nossa jornada nos eixos temáticos que serão divulgados posteriormente pela comissão científica. Divulgue você  também  esta jornada e participe deste momento de culminância de nossas atividades!

A transferência de trabalho dirigida à Psicanálise de Orientação Lacaniana, é a marca da clínica do real e da forma precisa e singular como a Psicanalise é transmitida no Brasil e no mundo, realizada pela Escola Brasileira de Psicanálise - que faz parte da  AMP.

Thaïs Moraes Correia
A.P. aderente da EBP
Secretária de Biblioteca


ATIVIDADES

TERÇA-FEIRA
Atelier de leitura: Psicoses Ordinárias
Responsável: Thaïs Moraes Correia  
Data: 8 e 22 de agosto
Horário: 19h30m / quinzenal
Atividade aberta – local: DG/MA

Conversação Clínica e leitura de passes
Responsável: Silvana Sombra
Data: 15 de agosto
Horário: 19h30m / mensal
Atividade aberta


QUINTA-FEIRA
Atelier de leitura: Seminário IV de Jacques Lacan
Responsável: Anícia Ewerton
Horário: 19h às 21h / semanal
Atividade aberta – local: DG/MA

SEXTA-FEIRA
Atelier de leitura: Linguagem e Psicanálise
Responsável: Suely Lima
Horário: 9h às 10h30min / semanal
Atividade aberta  e gratuita – local: DG/MA

SÁBADO
Curso: Transmissão do Ensino de Freud a Lacan
Corpo Docente: Marcio José de Araujo Costa; May Guimarães; Thaïs Moraes Correia; Lorena Guerini; Joselle Couto; Suely Simone; Anícia Ewerton
Horário: 8h30min às 12h aos sábados / semanal
Valor: Profissional R$ 160,00 e Estudante R$ 80,00
local: COC São Luís -  Av. dos Sambaquis, 31 - Calhau, São Luís - MA, 65071-390


Sinopse: Estamira e um grupo de amigos vivem em um lixão da cidade do Rio de Janeiro. Ela tem problemas mentais e filosofa sobre problemas sociais como o destino dado ao lixo das grandes metrópoles e como viver em condições lamentáveis
DATA: 26 de agosto de 2017
Horário: 16h30min
LOCAL:  COC - Av. dos Sambaquis, 31 - Calhau, São Luís - MA
Comentários:  Lorena Rodrigues Guerini, Psicóloga, Mestre em Psicologia, Professora da faculdade Pitágoras, do curso Gestão em Saúde Mental e Atenção Psicossocial da Faculdade Laboro, Analista praticante e participantes da Delegação Maranhão da Escola Brasileira de Psicanálise (EBP).
Responsáveis: Anícia Ewerton e Tereza Braúna


Biblioteca da Delegação Geral Maranhão divulga:


Cartel como base de uma escola
A Delegação Maranhão – EBP - Para participar de um cartel o interessado pode ser participante  ou não participante da Delegação Maranhão - EBP. Neste dispositivo cada um articula seu desejo de estudo em função de um tema anunciado para o cartel. Um se coloca como provocador e deve zelar pelo efeito da produção de todos. Ao final de um tempo há de comparecer a produção individual de cada um para o testemunho da existência do cartel.
Secretaria de Cartéis – Suely Simone Lima

XI Jornada da Delegação Maranhão/EBP





ADMINISTRAÇÃO DELEGAÇÃO MARANHÃO

Coordenação: Silvana Sombra | Coordenadora adjunta: Joselle Couto e Lima | Secretaria de Finanças e Tesouraria: Anícia Ewerton
Secretaria de Biblioteca e Publicação: Thaïs Moraes Correia | Secretaria de Cartéis: Suely Simone Lima | Responsável pela livraria: Tereza Braúna - Livraria – responsável: Tereza Braúna Moreira Lima.

ESCOLA BRASILEIRA DE PSICANÁLISE
Luis Fernando Carrijon – Diretor Geral | Alessandra Sartorello Pecego – Diretora da Tesouraria
Rodrigo Lyra Carvalho – Diretor Secretário | Henry Kaufmanner – Diretor de Biblioteca

O LACANIANO
Produção: Escola Brasileira de Psicanálise | Delegação Maranhão | Edição: Biblioteca Delegação Maranhão

PARTICIPANTES
Anícia Ewerton –  | Carmen Damous –  | Djanete Miranda –  | Flaviana Almeida –  | Joselle Lima e Couto –  | Lorena Guerini –  | May Ferreira - | Márcio Costa –  | Paulo Guilherme Rodrigues –  | Petros Stasinos –  | Silvana Sombra – | Suely Simone Lima –  | Tereza B. Moreira Lima -  | Thaïs Moraes Correia -  | Zinole Helena Martins Leite -

Endereço Delegação Maranhão
Rua Perdizes, s/nº, qd 36,sala, 205. Ed. Pólo Empresarial - console Renascença II


Revista Iteração é uma publicação periódica anual da Delegação Maranhão - Escola Brasileira de Psicanálise, que tem por objetivo fazer circular o pensamento de estudiosos da Psicanálise de Orientação Lacaniana e suas respectivas interlocuções, nas áreas clínica, científica , filosófica ou artística.
A próxima edição de Iteração IV está prevista para setembro. Dessa vez, contamos com sua colaboração.
Entrega de artigos prevista para agosto; e lançamento do n.IV da revista digital durante a jornada de outubro de 2017.



10 de agosto de 2017

¡Identifícate! Número 9. Boletín de las XVI Jornadas de la ELP

 

 

#9

 
En este número, el último antes del receso estival, encontraréis más textos para seguir pensando el tema de las Jornadas así como vuestras propuestas de intervención: un texto de orientación muy actual escrito por Eric Laurent, El traumatismo del final de las políticas de las identidades y también en Lecturas, dos nuevas líneas de trabajo : La máquina de etiquetar  por Andrés Borderías y Del yo al síntoma, el inicio de un análisis escrita por Isabelle Durand.

En el Blog, los artículos de esta semana abordan el tema de las jornadas desde la arista de  las identidades de género o identidades sexuales, tres contribuciones escritas por Mari Cruz Fernandez, Gabriela Alfonso y Marcela Antelo. 

Buenas vacaciones y Hasta la vuelta !

Gabriela Medin


 

   El traumatismo del final de la política de las identidades

Eric Laurent
Con razón el último número de la revista Mental lleva por título “Identidades en crisis”, ya que éste es el punto de partida de Lacan. La lectura que Lacan hace de la teoría freudiana de las tres formas de identificación concluye que hay identificación porque no hay identidad que se sostenga. La identidad está en crisis de manera fundamental porque es un vacío.
 Creerse uno es una ilusión, una pasión, o una locura según las diferentes formas en las que Lacan ha podido nombrar el narcisismo. Desde 1946 y su texto sobre la “causalidad psíquica”, Lacan lo señala: “Las primeras elecciones identificatorias del niño […] no determinan otra cosa […] que esa locura gracias a la cual el hombre se cree un hombre.”(1). Creerse uno es abordado en ese momento de la enseñanza de Lacan mediante lo imaginario y la pasión narcisista: “Esta ilusión fundamental de la que el hombre es siervo, mucho más que de todas las ‘pasiones del cuerpo’ en el sentido cartesiano, esa pasión de ser un hombre, diría yo, que es la pasión del alma por excelencia, el narcisismo, que impone su estructura a todos sus deseos, incluso a los más elevados”(2). Lo que se opone a la pasión narcisista, como fundamento, es la dimensión de la causa, que atañe a la identificación. Fundada “en una forma de causalidad que es la causalidad psíquica misma: la identificación; esta es un fenómeno irreductible”(3). Podemos subrayar en esta lectura de la oposición freudiana entre narcisismo e identificación, gracias a la oposición entre pasión y fundamento, un eco del final de “El Ser y la nada”: “Toda realidad humana es una pasión, en cuanto que proyecta perderse para fundar el ser […], el Ens causa sui que las religiones denominan Dios. Pero la idea de Dios es contradictoria y nos perdemos en vano; el hombre es una pasión inútil.”(4). Allí donde Sartre ve algo inútil, Lacan sitúa la dimensión del sujeto del inconsciente como tal.

                                                                                                       Leer más...........

La máquina de etiquetar

Línea de trabajo escrita por Andrés Borderías
 
No parece que a corto plazo se vaya a sustituir en el DNI la opción Masculino – Femenino por la serie de 50 modalidades de identidad sexual que Facebook ofrece -a demanda de sus usuarios. El Estado seguirá recurriendo a la oposición binaria M-F para fijar la identidad sexual, de modo que “Dos-espíritus” así como el resto de etiquetas que compone la oferta de Facebook tendrán aún que permanecer en el mundo de los semblantes digitales.
Este ejemplo muestra las paradojas de la identidad en nuestra época. El Otro contemporáneo se muestra en el campo de la identidad sexual, como en otros ámbitos, fragmentado en un enjambre de significantes amos, un zumbido inconsistente, oscilante y contradictorio. Lacan denomina “máquina” a la estructura efectiva del significante, la que pone en escena al sujeto. Esta máquina, tras la transformación del Otro, ha cambiado de régimen hacia una lógica del no-todo. Es un proceso en el que ningún elemento está dotado de un atributo que le sea asegurado por principio y para siempre. No se tiene la seguridad del atributo, sino que estos son adquiridos y precarios.

                                                                                                     Leer más......

Del yo al síntoma, el inicio de un análisis

Línea de trabajo escrita por Isabelle Durand
 
Si partimos de la constatación de que el final de un análisis no puede ser considerado como tal sin la caída de las identificaciones, entonces eso nos orienta sobre lo que pasa en su inicio.
En el inicio de un análisis se tratará de pasar de la queja del “yo soy …”, de articular esta identificación a un síntoma que a menudo tiene poco que ver con la queja que llevó el sujeto a consultar. Mientras el síntoma está definido desde un punto de visto exterior a lo que dice el paciente, mientras está considerado como “objetivo” respecto a una supuesta normalidad, podemos decir que este síntoma no está constituido desde el punto de vista analítico. Para que un síntoma sea analítico tiene que transformarse en una pregunta para el sujeto. Algo quiere decir algo aunque no sepamos qué. Hay una significación de significación. En el análisis la demanda fundamental es la demanda de significación: ¿qué quiere decir eso? Supone que hay algo, una significación escondida, por descifrar.

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Boyhood

por Mari Cruz Fernández

Mundos de andar por casa. Elogio a lo cotidiano

La reflexión sobre el abordaje de los “asuntos de familia” por medio de un trabajo artístico, como el cine, nos permite encontrar ecos del recorrido de los personajes del film* tratando de encontrar respuestas ante “lo real familiar”. Cada sujeto está convocado a responder a ese real familiar. La respuesta es la cuestión ética que está en juego en cada sujeto en relación a su deseo.
En Psicología de las Masas y Análisis del Yo, Freud sostenía que la identificación es la manifestación más temprana de un enlace afectivo a otra persona.
Este imperativo estructural, ineludible, a la identificación es un proceso fundante del psiquismo, un intento de fijar al sujeto a la norma, algo que lo nombra, aunque sus efectos son variados y las respuestas son singulares.

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¿Qué es qué?

por Marcela Antelo
Para Lacan, hetero y homo no se refieren estrictamente a la diferencia sexual o a las elecciones de objeto, dado que la “realidad se aborda con los aparatos de goce” (2). Lacan dirá algo más en su ejercicio de definir lo indefinible, en una página, la 491 de El Atolondradicho. Encontramos ahí toda su exuberancia en cuanto al uso de la equivocidad del sentido. Veamos con Lacan qué es qué
  1. ¿Qué es una mujer? “Decir que una mujer no es toda es lo que el mito nos indica por ser ella la única cuyo goce sobrepasa a aquel que surge del coito” (3).
  2. ¿Qué es el goce de una mujer? “si se satisface ahí la exigencia del amor, el goce que se tiene de una mujer la divide, haciendo de su soledad partenaire, mientras que la unión queda en el umbral” (4).
  3. Y el hombre, ¿de qué goza? “Cómo reconocería el hombre servir mejor a la mujer de la que quiere gozar si no es devolviéndole ese goce suyo que no la hace toda suya: por en ella re-suscitarlo” (5).
  4. Pero el sexo, ¿qué es? “ Lo que se llama el sexo es propiamente, por sostenerse de notoda, el heteros que no puede saciarse de universo” (6).
                                                                                                       
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Nosotras

por Gabriela Alfonso
El sujeto femenino es particularmente susceptible de identificación por faltar un significante que la nombre. Y puede tender a adscribirse a comunidades de goce que le darán, no sólo una causa por la que luchar, sino también un nombre por el que reconocerse. “Nosotras, las feministas” o “Los derechos de las madres”, etc., son algunos posibles accesos a un significante de uso común por el que cada una se pueda representar. Queda claro que los derechos de las mujeres y de las madres no están en entredicho en esta reflexión.
En las mujeres no hay que descartar la identificación fálica. Es una manera de adquirir un nombre que supone un lugar y escapar al goce de la privación. De escapar a esa apuesta por el ser. De hecho, la identificación histérica y la identificación viril son maneras de preguntarse por el ser femenino. Sin embargo, la gran identificación fálica que es la madre, no necesita preguntarse nada. La madre directamente tapona la pregunta porque ella tiene lo que nadie más. Su precioso falo. Su hijo.
Al tiempo que me encontraba leyendo acerca de un grupo singular, las beguinas, me comentaron de otro grupo, actualmente en mi ciudad, practicantes peculiares del llamado “colecho”. Dos grupos que no pueden ser más diferentes.

                                                                                                          Leer más........

 

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