5 de agosto de 2011

Referências bibliográficas e envio de trabalhos - XVI JORNADA DA EBP-MG


Abaixo, vocês terão acesso ao levantamento de referências, realizado e comentado por Márcia Rosa, com relação ao tema da próxima Jornada da EBP-MG. Mais adiante, divulgaremos outras referências, mas essas primeiras já apresentam uma série de textos essenciais e que, acredito, poderão ser objeto de consulta, releitura e investigação, tendo em vista especialmente o envio de trabalhos para a Comissão Científica. Lembro-lhes que poderemos receber esses trabalhos entre os dias 1º e 20 de agosto, através do e-mail de Lúcia Grossi:


Agradeço à Márcia Rosa as primeiras referências com que contamos e, caso os colegas desejem enviar-nos outras, estaremos prontos e desde já agradecidos para divulgá-las.
No final desta mensagem, volto a apresentar o Argumento e os Eixos Temáticos desta Jornada, já divulgados aqui em EBP-VEREDAS.

Cordialmente,

Sérgio Laia - coordenador

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XVI JORNADA DA EBP-MG

VACILAÇÕES DO SIMBÓLICO, INSTABILIDADES DO IMAGINÁRIO E CAUSALIDADES DO REAL

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

TEXTOS CLÁSSICOS:

1- FREUD, S.

---------. Recordar, repetir e elaborar (Novas recomendações sobre a técnica da psicanálise II)”. (1914), v. 12.

-----------. “Além do princípio do prazer” (1920), ESB. v. 18.

-----------. “O problema econômico do masoquismo”. (1924), ESB, v.19.

------------. “Inibições, sintomas e angústia” (1926), ESB, v. 20.

OBS.

Esses textos de Freud são importantes para o tratamento da pulsão de morte e de seu silêncio, para as noções de satisfação pulsional, que Lacan retomará com a noção de gozo, e para a questão das atuações e passagens ao ato. Por sua vez, os registros lacanianos, Imaginário, Simbólico e Real podem se beneficiar de uma leitura do texto de Freud, “Inibições, Sintomas e Angústia”, no qual teríamos uma espécie de apresentação das patologias geradas em cada um dos registros.

2- LACAN, J.

-----------. “O simbólico, o imaginário e o real” (1953). In: ---------. Nomes do Pai. Rio de Janeiro:JZE, 2005. p.9-53

-----------. R.S.I. O Seminário. 1974/1975. (Ex).

----------. “Passagem ao ato e acting out” (1962-1963). IN: ----------. LACAN, J. O Seminário, livro 10, A angústia. Rio de Janeiro:JZE, 2005. P. 128-145.

OBS.

1- O Seminário, livro 22, R.S.I. (1974-1975), ainda não publicado como livro, foi difundido nos anos de 1974-1975 nos números 1, 2, 3, 4 e 5 da revista Ornicar? (primeira versão impressa), cujos exemplares originais encontram-se na Biblioteca da EBP-MG.

2- As noções de passagem ao ato e acting out, bastante operativas na leitura das vacilações , instabilidades e causalidades dos três registros, merecem uma ida ao Seminário A angústia.

TEXTOS CONTEMPORÂNEOS:

1- MILLER, J.A. (em português)

“Uma fantasia”. In: Opção Lacaniana. Revista Brasileira Internacional de Psicanálise. São Paulo:Edições Eolia, 2005. n.42, p. 7-22.

• “O real é sem lei”. ”. In: Opção Lacaniana. Revista Brasileira Internacional de Psicanálise. São Paulo:Edições Eolia, 2002. n.34, p. 7-16.

• “Uma conversa sobre o amor”; “O amor entre repetição e invenção”; “Minha garota e eu” e “Convergência e divergência”. In: Opção Lacaniana online. Nova Serie, ano 1, julho de 2010, n.2.

• “Capítulo 17: Descobrir sua unidade de gozo. Freud pelo avesso. Lacan pelo avesso. Inércia do imaginário. Rotina do simbólico e sinthoma. O passe do sinthoma”. In: -------. Perspectivas dos Escritos e Outros Escritos de Lacan. Rio de Janeiro:JZE, 2011. p. 214-232.

OBS: Se os dois primeiros textos são tomados como referências para os argumentos de apresentação das Jornadas, nos três seguintes (Opção Lacaniana online), temos “Jacques-Alain Miller, dissertando justamente sobre o amor. Ele comenta as três Contribuições à psicologia da vida amorosa de Freud, vistas retroativamente a partir de A significação do falo de Lacan. Propõe, inclusive, que esse texto é a quarta contribuição, desta feita de Lacan, à "psicologia da vida amorosa”. Já o capítulo 17 traz na sua própria temática pontos em destaque na nossa jornada, talvez de um modo mais clássico. Ou, quem sabe, não o seja.

2- MILLER, J.A. (em francês)

“S’aimer comme au premier jour” (“Omnia Vincit Amor”). In:-------. La Lettre Mensuelle. Revue des ACF., Publiée par L´´Ecole de la Cause Freudienne. Juillet-Août 2011. n.300, p. 14-15.

OBS.: Interessante comentário sobre o recente episódio que envolveu o escândalo do diretor francês do FMI.

3- LAURENT, Eric. (em português)

“Seminário: mentiras da felicidade: I: o tecido da fantasia. II: o real do sintoma”. In: -------. Loucuras, sintomas e fantasias na vida cotidiana. Belo Horizonte:Scriptum, 2011. p. 71-98.

“Da disparidade no amor”. In: Aleph. Revista da Delegação Paraná-EBP. Curitiba:Delegação Paraná, n.01, ano 2010. p. 47-61.

4- LAURENT, Eric. (em francês)

• “L’ordre symbolique au XXI siècle. Consequences pour la cure”. In: La Cause Freudienne, nouvelle revue de psychanalyse, Paris: Navarin, 2010. n.76. p.137-141.

• “L’impossible nomination, ses semblants, son sinthome”. In: La Cause Freudienne, nouvelle revue de psychanalyse, Paris: Navarin, 2011. n.77. p.69-84.

OBS. Os textos de Laurent tratam claramente dos pontos em pauta na nossa Jornada quando ela destaca os campos da pulsão, das inibições e dos amores contemporâneos e o modo como eles evidenciam e recolocam em questão a ordem simbólica vigente nesse novo século.

PUBLICAÇÕES DIVERSAS:

5- Le rapport sexuel au XXI siècle. In: La Cause Freudienne, nouvelle revue de psychanalyse, Paris: Navarin, 2008. n.70.

6- Nomes do amor. In: Curinga. Escola Brasileira de Psicanálise-MG. Belo Horizonte:EBP-MG, n.24, junho de 2007.

7- As relações amorosas no século XXI. In: Aleph. Revista da Delegação Paraná-EBP. Curitiba:Delegação Paraná, n.01, ano 2010.

8- Nomes do amor. Anais do XVI Encontro Brasileiro do campo Freudiano. Escola Brasileira de Psicanálise, Belo Horizonte, 2006.


XVI Jornada da EBP-MG

28 e 29 de outubro de 2011

Convidado internacional: François Leguil

VACILAÇÕES DO SIMBÓLICO, INSTABILIDADES DO IMAGINÁRIO E CASUALIDADES DO REAL

Como se analisa hoje

Coordenador: Sérgio Laia

A tríade Simbólico, Imaginário e Real atravessa, com conotações e arranjos diferentes, do início ao fim, todo o ensino de Lacan. A Seção Minas Gerais da Escola Brasileira de Psicanálise (EBP-MG) também vai se dedicar a ela, alinhando-se ao tema do IX Congresso da Associação Mundial de Psicanálise (AMP), consagrado às consequências, para o tratamento analítico, da mudança da ordem simbólica em nosso século.

Essa tríade foi uma espécie de bússola, na última década de 50, para Lacan realizar o famoso “retorno a Freud”. Duas décadas e meia depois, ele vai utilizá-la, abreviando-lhe as letras iniciais, para intitular um Seminário — R.S.I. — em que a preponderância do Simbólico sobre o Imaginário e o Real, ressaltada anteriormente, será questionada. Tal questionamento não deixa de ser uma antecipação do que ganhará visibilidade quase trinta anos depois do R.S.I.: a ordem simbólica não é mais o que já foi. Entretanto, se os símbolos não têm a mesma eficácia de antes na organização da cultura, da subjetividade e da vida, tal precariedade é experimentada também no Imaginário porque, por mais que vivamos em um mundo tomado pelas imagens, o poder e a permanência delas é inversamente proporcional à força dessa invasão: as imagens são inúmeras e variados são os modos pelos quais nos fascinam e referenciam nossos corpos, mas sua multiplicidade é também marca de sua enorme instabilidade. Com tais vacilações do Simbólico e instabilidades do Imaginário, cada um poderá se ver mais exposto às casualidades do Real, ao que Lacan designou como “o Real sem lei”, à ausência de ligação própria ao Real e que pode tomar a forma do pânico que mascara a angústia inominável, da busca frenética pela satisfação jamais encontrada, da perda do sentido que jamais se teve...

Frente aos desarranjos que afetam a tríade Simbólico, Imaginário e Real, interessa-nos apresentar como se analisa hoje, ou seja, como temos enfrentado o que parece escapar de todo manejo, como lidamos, no cotidiano de nossa clínica, com as manifestações trazidas pelos sujeitos que, direta ou indiretamente, chegam até nós corporificando as vacilações do Simbólico, as instabilidades do Imaginário e as casualidades do Real. Cada texto destinado à XVI Jornada da EBP-MG poderá se pautar por um dos três eixos seguintes:

I – A precariedade das elaborações diante do imperativo da satisfação: a crescente exigência de satisfação que marca o ritmo de nossas vidas cotidianas tem feito com que muitos sujeitos, procurando ou sendo endereçados a um tratamento, apresentem uma precariedade das elaborações referentes a seus sofrimentos e “atuações”. Se a elaboração é, segundo Freud, um recurso inestimável para o analisante enfrentar o que resiste a encontrar uma solução, interessa-nos evidenciar como a clínica psicanalítica lida hoje com aqueles que, mesmo mobilizados por seus tratamentos, apresentam dificuldades em elaborar o que lhes afeta.

II – Ressonâncias da interpretação frente ao silêncio da pulsão de morte: a interpretação, desde Freud, é um recurso que os analistas têm para fazer uma análise avançar para além das barreiras do que se permite dizer. Entretanto, já na clínica freudiana, uma força que se defende contra o restabelecimento e se apega à doença e ao sofrimento muitas vezes se fazia surda às interpretações. Trata-se, assim, de evidenciar quais ressonâncias tem a interpretação em contextos (cada vez mais atuais) em que o silêncio da pulsão de morte é capaz de, por exemplo, inibir a fala, exaltar as “atuações”, favorecer modos mortíferos de satisfação.

III – “Primeiro o amor, depois o saber” — novos manejos da transferência: confrontado ao que não era passível de recordação e de elaboração sobre o recalcado, Freud fez da transferência um instrumento para o analisante saber do que se tentava ocultar. Entretanto, hoje, são mais espessos e contundentes os modos como muitos sujeitos corporificam um não querer saber de nada disso que lhes faz sofrer e lhes precipita os atos. Nessas situações, a indicação “primeiro o amor, depois o saber”, evocada por Jacques-Alain Miller em “Uma fantasia”, poderá configurar novos manejos da transferência, e será oportuno evidenciá-los.

INFORMAÇÕES SOBRE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS

envio DOS TEXTOS: entre os dias 1º e 20 de agosto de 2011, os textos deverão ser destinados ao e-mail de Lúcia Grossi lgrossi.bhe@terra.com.br.

FORMATO: solicita-se que cada texto, privilegiando casos clínicos ou situações institucionais, apresente claramente a indicação quanto a qual dos três eixos propostos acima ele se refere; o número máximo de caracteres é 6000, incluindo espaços e notas, na fonte Times New Roman.

INFORMAÇÕES SOBRE INSCRIÇÕES

EBP-MG

De segunda à quinta-feira (15h às 21h); sextas-feira (13h às 18h)

Rua Felipe dos Santos, 588 – Lourdes – Belo Horizonte – Minas Gerais

Telefone: (31) 3292-5776

e-mail ebpmg.bhe@terra.com.br

LOCAL: Hotel Mercure (Av. Contorno, 7315 – Lourdes – Belo Horizonte – Minas Gerais)

COMISSÕES:

Científica: Lúcia Grossi (coordenadora), Helenice de Castro, Márcia Rosa, Suzana Faleiro Barroso, Sérgio de Campos e Sérgio Laia.

Divulgação: Cristina Nogueira (coordenadora), Andréia Guerra, Edméia Nogueira, Ernesto Anzalone, Fernando Casula, Fabrício Ribeiro, Inês Seabra de Abreu Rocha, Miguel Antunes, Mônica Lima e Robson Campos.

Infraestrutura: Márcia de Souza Mezêncio (coordenadora), Ana Elisa Maciel, Antônio Morelli, Kátia Mariás, Luciana Silviano Brandão, Luzmarina Morelo, Marcelo Quintão, Maria Angélica Medrado, Maria das Graças Sena e Maria Wilma de Faria.

Livraria: Mônica Campos Silva (coordenadora), Beatriz Espírito Santo e Fernanda Costa.

Tesouraria e patrocínio: Alessandra Thomaz Rocha (coordenadora), Ana Lydia Santiago, Beatriz Espírito Santo, Cristiane Barreto, Helenice de Castro, Lilany Pacheco, Maria Inácia Freitas e Samyra Assad.

PROGRAMA

28 de outubro – Sexta-feira

MANHÃ

8h às 9h

Credenciamento

9h15min às 10h15min

ABERTURA – Sérgio de Castro – Diretor da EBP-MG

CONFERÊNCIA – Sérgio Laia – Coordenador da XVI Jornada da EBP-MG

10h15min às 12h15min

PLENÁRIA I

TARDE

15h às 17h

PLENÁRIA II

17h às 17h30min

INTERVALO

17h30min às 19h30min

SEMINÁRIO INTERNACIONAL

François Leguil (Analista Membro da Escola, AME – École de la Cause freudienne, ECF e AMP)

As demandas contemporâneas feitas à psicanálise

a ilusão terapêutica da felicidade

29 de outubro – Sábado

MANHÃ

9h às 12h45min

MESAS SIMULTÂNEAS

TARDE

14h30min às 16h30min

PLENÁRIA DO PASSE

Primeiro testemunho como Analista da Escola (AE)

Ana Lydia Santiago (AE – EBP e AMP)

Como analiso hoje, depois de meu final de análise

Angelina Harari (AE – EBP e AMP)

Sérgio de Campos (AE – EBP e AMP)

Debatedor: François Leguil (AME – ECF e AMP)

16h30min às 17h

INTERVALO

17h às 19h

SEMINÁRIO INTERNACIONAL – François Leguil (AME – ECF e AMP)

As demandas contemporâneas feitas à psicanálise

as condições da clínica hoje

19h

ENCERRAMENTO

Sérgio de Castro (Diretor da EBP-MG)